Poesias

Alma Caipira

 

Sou paulistana da gema

Pois nasci na capital

Mas tenho uma alma caipira

Que se esbalda no quintal!

 

Em casa de cidade grande

Todo verde é jardim.

Mas no verde da minha casa,

Dá pra colher até aipim.

 

Do ônibus, carro ou motoca,

Choro quando a fumaça,

Além de meus olhos arderem,

O céu paulistano embaça.

 

Ao som da querida viola,

A alma caipira sorri,

Cantando saudade do campo.

Ouvindo longe, o Bem-te-vi!

 

Cheiro de mato molhado,

Algazarra de passarinhos,

Uma cadeira de balanço,

Du Glacial no radinho!

 

Então esta paulistana,

Fecha os olhos a contemplar,

Dentro de si a alma caipira,

Que vive em outro lugar!

 

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