Sou paulistana da gema
Pois nasci na capital
Mas tenho uma alma caipira
Que se esbalda no quintal!
Em casa de cidade grande
Todo verde é jardim.
Mas no verde da minha casa,
Dá pra colher até aipim.
Do ônibus, carro ou motoca,
Choro quando a fumaça,
Além de meus olhos arderem,
O céu paulistano embaça.
Ao som da querida viola,
A alma caipira sorri,
Cantando saudade do campo.
Ouvindo longe, o Bem-te-vi!
Cheiro de mato molhado,
Algazarra de passarinhos,
Uma cadeira de balanço,
Du Glacial no radinho!
Então esta paulistana,
Fecha os olhos a contemplar,
Dentro de si a alma caipira,
Que vive em outro lugar!
